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Autoconhecimento : das sombras à luz

Atualizado: 3 de out. de 2020

Autoconhecimento é um processo de atravessar as sombras para revelar a luz. A nossa própria luz.



Costumo dizer aos meus paciente que somos como uma cebola. No centro dela está a nossa essência, algo único e espontâneo, fonte de uma felicidade real. Quando conectados a essa essência podemos nos expressar com liberdade e leveza pela vida, entendendo nossas virtudes, necessidades e limitações, com apreço e aceitação por quem somos de verdade. Porém, ao longo das nossas experiências, vamos construindo as camadas dessa cebola, que nada mais são que proteções diante do sofrimento. Um olhar de desaprovação, um julgamento, ou mesmo uma sensação de abandono. Para que a nossa essência não seja comprometida e possamos lidar com a realidade, nosso ego cria uma barreira. E claro que ela é eficiente e importante em certos momentos. Porém ao longo da vida vão se acumulando tantas camadas que já não se vê a luz. As pessoas se sentem perdidas de si mesmas, passando a ter conflitos e dificuldades na vida cotidiana. Não sabem porque sentem o que sentem, nem porque fazem o que fazem.

E como se começa o caminho de volta para a essência, ou autoconhecimento? Aceitando atravessar esse caminho de sombras. É preciso estar preparado para olhar novamente tudo aquilo que causou sofrimento e dar lugar a cada experiência. Quando reconhecidas e aceitas, as emoções se dissolvem naturalmente num processo de reelaboração. No início da jornada sempre sugiro a vivência da criança interior, e depois o trabalho vai sendo feito através de outras vivências e técnicas que trabalham o campo emocional, mental e energético. O conhecimento do eneagrama entra em cena também ajudando a identificar os pontos importantes da personalidade do cliente, e servindo como um mapa da sua evolução.

Como eu sei disso? Além de toda a minha formação, eu mesma escolhi vivenciar todo esse processo de autoconhecimento e desbloqueio das minhas emoções, até conseguir ter clareza de todo o caminho e a certeza de que é possível encontrar um estado de mais harmonia, paz, cura e autoconfiança. Cheguei ao fim do processo? Não. Porque esse processo não tem fim. Dia a dia nosso ego segue nos protegendo e criando novas camadas diante dos desafios da vida. A diferença é que hoje estou consciente disso. Já me conheço tão bem que sou capaz de encontrar estratégias para me manter em equilíbrio.

No final das contas a gente acaba percebendo que somos responsáveis por tudo que criamos ao nosso redor, de bom e de ruim. O que está de fora é sempre igual ao que está por dentro, portanto a base de toda mudança parte de uma transformação interna. Quer melhor motivo para mergulhar no autoconhecimento e criar uma realidade muito mais feliz?

Sinta-se convidado.Kattlyn Carvalho


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